Embaixada

Benvindo ao sitio da
Embaixada da República de Angola no Reino da Suécia.

A Embaixada é um orgão Executivo externo do Ministério das Relações Exteriores da República de Angola, cuja responsabilidade é executar a politica Externa de Angola e promover a cooperação bilateral com o Reino da Suécia.

Adicionalmente representa o País e os seus interesses nacionais no contexto internacional. Esta instituição Angolana defendo os interesses da República de Angola, protege os direitos dos seus cidadãos, como promove actividades culturais e assistência às comunidades angolanas nestes países, baseando-se nos principios da unidade, interdependencia e colaboração entre os Orgãos e Organizações de Estado com envolvimento directo ou indirecto na Politica Externa da República de Angola.

Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário
Curriculum Vitae

Quadro Diplomático

Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário

Sr. Isaías Jaime Vilinga
Ministro Conselheiro
Sr. Manuel Levy Caumba
Primeiro Secretário
Sra. Esperança Silva
Segundo Secretário
Sr. Ezequiel Tiago
Adido Financeiro
Sr. Jean Paul Mateus
Adido Cultural
Sr. Joaquim Boavida
Adida de Telecomunicações
Sr. Domingas Sassa
Adido Administrativo
Sr. Belarmino Panzo
Secretária do Embaixador
Sra. Amélia Vilinga
Assistente Financeira
Sra. Cacilda Cecília

Governo de Angola


Nome: João Manuel Gonçalves Lourenço
Filiação: Sequeira João Lourenço natural de Malange e de Josefa Gonçalves Cipriano Lourenço natural do Namibe, enfermeiro e costureira respectivamente
Data de Nascimento: 05 de Março de 1954
Local: Lobito
Estado Civil: Casado
Curriculum Vitae

Conselho de Ministros


Secretários de Estado

Registro Consular (adultos e menores) / Declarações / Passaportes Nacionais/ Registo Militar Prova de Vida/ Prova de Nacionalidade/ Termos de Responsabilidade (viagem)
Autenticação de documentos | Legalização de documentos | Apoio Juridico
... de Casamento/ Nascimento/ Processo de capacidade matrimonial/ Celebração de casamentos entre Cidadaos Angolanos e Estrangeiros
Como obter um certificado de Nascimento/ Importância do registo Militar Importância da Capacidade Matrinonial/ Importância do Registo de Nascimentos/ Outros aconselhamentos
O Visto consiste numa autorização que permite aos cidadãos estrangeiros, a passagem, entrada ou permanência no território Nacional, dentro dos limites da lei.
A entrada, saída, permanência e residência a que os cidadãos estrangeiros estão submetidos em território Angolano é regulamento pela Lei 2/07 de 31 de Agosto, Este Sector Consular emite as seguintes categorias de vistos: This Consulate Section issues the following visa categories:
Ordinário, curta duração, turismo, trânsito, estudante, trabalho, residência e priviligiado.
Recolha de documentção
2.00pm – 3.00pm até Sexta Feira

Agências: A entrega e recolha de documentos relacionados com Registo e Notariado é apenas realizada às Quintas e Sextas-feiras.

Informações

Síntese Geopolítica e Relações Bilaterais entre Angola e Países Nórdicos e Bálticos

Primeira Importância Estratégica

dos Estados Nórdicos nas relações bilaterais e multilaterais no quadro da politica externa de Angola consiste entre outras evidências de que os nórdicos estão quase sempre localizados no topo ou perto do topo. Em uma meta-índice que corresponde ao conjunto de 16 índices globais diferentes (competitividade, crescimento, produtividade, qualidade de vida, prosperidade, igualdade, etc), os quatro principais países nórdicos - Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia – estão sempre no topo da lista planetária;

Segunda Importância Estratégica,

consiste que durante a actual crise financeira, os quatro principais países nórdicos mostraram resistência. Eles sofreram durante a crise, mas se recuperaram rapidamente. Nenhum deles passou por uma crise bancária devastadora. Embora o mercado imobiliário real dinamarquês foi fortemente atingido, nenhum desses países mostrou déficits orçamentais perigosos, e nenhum deles possui qualquer tipo de problema em suas contas;

Terceira Importância Estratégica,

consiste de que todos os quatro países possuem economias pequenas e abertas, com alta renda per capita. Todos possuem um grande sector público com impostos elevados, e inclusive todos possuem estado-previdência. Porém, eles têm histórias e estruturas diferentes. O país nórdico mais rico - a Noruega - em grande parte baseia a sua acumulação de riquezas das receitas do petróleo e do gás. A economia da Dinamarca é baseada no transporte e na agricultura; a Suécia é bem-sucedida na fabricação de papel e celulose, telecomunicações e design. A estrutura industrial da Finlândia é semelhante à da Suécia, mas o sector industrial não é tão amplo. A Dinamarca e a Suécia possuem os maiores índices de impostos em relação ao PIB do mundo. A Finlândia possui impostos mais baixos.;

Quarta Importância Estratégica,

consiste no facto de que uma das razões fundamentais para o seu relativo sucesso hoje, é o facto de que eles sofreram profundas crises nas décadas de 80 e 90 - e foram capazes de aprender com elas. Todos eles usaram suas crises para modernizar suas economias, reformar seus sistemas pouco antiquados e torná-los mais flexíveis; Nesse sentido, os países nórdicos são um exemplo de reviravolta. Num passado recente, passaram de países de economia com fraco desempenho para aqueles com economia de alto desempenho;

Quinta Importância Estratégica,

consiste de que na política da inflação elevada das décadas anteriores que foi substituída por metas nacionais de inflação na Suécia e na Noruega, cujos bancos centrais foram pioneiros. A Dinamarca e a Finlândia, é claro, aderiram às metas do BCE (Banco Central Europeu). Nesse sentido, todos eles possuem metas de inflação, embora no caso da Dinamarca essa meta seja estabelecida através de uma taxa de câmbio fixa. As práticas orçamentais negligentes de outrora foram substituídas por regras orçamentais rigorosas. Na Suécia e na Finlândia, o aperto fiscal teve uma equivalência de cerca de 7 a 8 por cento do PIB em meados dos anos 90, principalmente através do corte de despesas. Na Suécia, as metas do orçamento nacional hoje em dia são muito mais rigorosas do que na zona do Euro, exigindo que o governo mostre um superavit robusto dos melhores anos, a fim de obter um pequeno excedente ao longo do ciclo econômico como um todo, objetivando a redução da dívida pública;

Sexta Importância Estratégica,

na Noruega, consiste nas receitas do petróleo e do gás que passam a ser tratadas com regras rigorosas a fim de manter o orçamento do governo mais ou menos equilibrado. A maior parte das receitas é colocada em um fundo soberano de riqueza - o Governo do Fundo de Pensões Global - para as necessidades e investimentos futuros. Além disso, uma “regra de política fiscal" limita o déficit orçamental estrutural não petrolífero ao longo de um ciclo econômico para quatro por cento do retorno real esperado sobre o fundo;

Sétima Importância Estratégica,

que em todos os quatro países, vários mercados foram desregulamentados. Os impostos foram reduzidos, assim como os níveis dos benefícios. Na Suécia, a taxa media dos impostos (total das receitas fiscais como proporção do PIB), caiu de 56 por cento no final de 1980 para 47 por cento este ano. As despesas decresceram ainda mais rápido, transformando um déficit orçamental em um excedente estrutural;

Oitava Importância Estratégica,

consiste que, tanto a Finlândia quanto a Suécia - principalmente em função do trauma político criado pelas grandes recessões - foram capazes de se destacar através dos programas abrangentes de reforma. Em poucos anos, em meados da década de 90, um novo cenário macroeconômico foi colocado em prática, com bancos centrais independentes, regras orçamentais rigorosas, desregulamentação e menores níveis de benefícios. Este cenário oferece aos dois países um ambiente de inflação baixa e estável. Na Suécia, um novo sistema público de pensão com contribuição parcial definida substituiu o antigo sistema de definição de benefícios;

Nona Importância Estratégica,

consiste que, a Finlândia e a Suécia foram bem posicionadas para colherem grandes benefícios da "nova economia". Eles possuem empresas a nível mundial na área de Tecnologia de Informação (TI) e de telecomunicações, assim como uma tradição de uma boa gestão internacional. O resultado foi o rápido crescimento da produtividade. A Dinamarca se beneficiou da expansão do comércio global e da crescente demanda de produtos agrícolas. A Noruega, obviamente, lucrou a partir da crescente demanda de mercadorias e de energia;

Décima Importância Estratégica,

consiste que, estes quatro países nórdicos não ficaram imunes às tensões sofridas por outros países durante a crise actual. O mercado imobiliário dinamarquês foi fortemente atingido devido à sua alta avaliação pré-crise, e devido ao facto da sua dívida privada ainda ser muito alta. Na Suécia, alguns bancos fizeram grandes empréstimos para os países bálticos, que sofreram um acidente terrível. Os preços do mercado imobiliário sueco estão subindo agora - o que levou alguns economistas a temer que uma nova bolha esteja a caminho. Ainda assim, como um grupo, os nórdicos obtiveram melhores resultados em comparação com a maioria dos países. Em função das cicatrizes da crise bancária dos anos 90, os bancos nórdicos não se aventuraram em derivativos de crédito exóticos e perigosos. Em nossa opinião, esta história do sucesso nórdico é, em grande parte, devida à gestão da crise dos anos 80 e 90. Aliás, como um sábio disse!: “Nunca deixe uma boa crise ir para o lixo”.

História de Angola

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A história de Angola

encontra-se documentada do ponto de vista arqueológico desde o Paleolítico, através de fontes escritas e orais, desde meados do primeiro milénio. Este país da África Austral constituiu-se na situação de uma colónia portuguesa, estatuto que teve até 11 de Novembro de 1975, quando acedeu à independência na sequência de uma guerra de libertação e de um golpe militar na então "metrópole".

A História pré-colonial

A História pré-colonial

Na Lunda, no Zaire e no Cuangar foram encontrados instrumentos de pedra e outros, dos homens do Paleolítico. No Deserto do Namibe foram encontradas gravuras rupestres nas rochas. Trata-se das gravuras do Tchitundo-Hulo, atribuídas aos antepassados dos san.
Nos primeiros quinhentos anos da era actual, as populações bantu da África Central, que já dominavam a siderurgia do ferro, iniciaram uma série de migrações para leste e para sul, a que se chamou a expansão bantu. Parte destas populações fixaram-se a Norte e ao Sul da parte inferior do Rio Congo (ou Zaire), portanto também no Noroeste do território da actual Angola. Com o tempo, estas populações constituíram o povo Kongo, de língua Kikongo. Outras populações fixaram-se inicialmente na região dos Grandes Lagos Africanos e, no século XVII, deslocaram-se para oeste, atravessando o Alto Zambeze até ao Cunene: eram os grupos hoje designados como ngangela, mas também os Ovambo e os Xindonga.

No ano de 1568, entrava um novo grupo pelo norte, os jagas, que combateram os Bakongo que os empurraram para sul, para a região de Kassanje. No século XVI ou mesmo antes, os nhanecas (vanyaneka) entraram pelo sul de Angola, atravessaram o Cunene e instalaram-se no planalto da Huíla.

No mesmo século XVI, um outro povo abandonava a sua terra na região dos Grandes Lagos, no centro de África, e veio também para as terras angolanas. Eram os hereros (ou ovahelelo), um povo de pastores. Os hereros entraram pelo extremo leste de Angola, atravessaram o planalto do Bié e depois foram-se instalar entre o Deserto do Namibe e a Serra da Chela, no sudoeste angolano.
Também no século XVI os portugueses instalam-se na região e fundam São Paulo da Assunção de Luanda, a actual cidade de Luanda.
Já no século XVIII, entraram os ovambo (ou ambós), grandes técnicos na arte de trabalhar o ferro, deixaram a sua região de origem no baixo Cubango e vieram estabelecer-se entre o alto Cubango e o Cunene. No mesmo século, os côkwe abandonaram o Catanga e atravessaram o rio Cassai. Instalaram-se inicialmente na Lunda, no nordeste de Angola, migrando depois para sul.
Finalmente, já no século XIX apareceu o último povo que veio instalar-se em Angola: os cuangares (ou ovakwangali). Estes vieram do Orange, na África do Sul, em 1840, chefiados por Sebituane, e foram-se instalar primeiro no Alto Zambeze. Então chamavam-se macocolos. Do Alto Zambeze alguns passaram para o Cuangar no extremo sudoeste angolano, onde estão hoje, entre os rios Cubango e Cuando.
As guerras entre estes povos eram frequentes. Os migrantes mais tardios eram obrigados a combater os que estavam estabelecidos para lhes conquistar terras. Para se defenderem, os povos construíam muralhas em volta das sanzalas. Por isso, há em Angola muitas ruínas de antigas muralhas de pedra. Essas muralhas são mais abundantes no planalto do Bié e no planalto da Huíla, onde se encontram, também, túmulos de pedra e galerias de exploração de minério, testemunhos de civilizações mais avançadas do que geralmente se supõe.

Geografia de Angola

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Angola situa-se na costa do Atlântico Sul da África Ocidental, entre a Namíbia e o Congo. Também faz fronteira com a República Democrática do Congo e a Zâmbia, a oriente. O país está dividido entre uma faixa costeira árida, que se estende desde a Namíbia até Luanda, um planalto interior úmido, uma savana seca no interior sul e sudeste, e floresta tropical no norte e em Cabinda. O rio Zambeze e vários afluentes do rio Congo têm as suas nascentes em Angola. A faixa costeira é temperada pela corrente fria de Benguela. Existe uma estação das chuvas curta, que vai de Fevereiro a Abril. Os verões são quentes e secos, os invernos são temperados. As terras altas do interior têm um clima suave com uma estação das chuvas de Novembro a Abril, seguida por uma estação seca, mais fria, de Maio a Outubro. As altitudes variam, em geral, entre os 1.000 e os 2.000 metros.
As regiões do norte e Cabinda têm chuvas ao longo de quase todo o ano.

Localização : África Austral, nas costas do oceano Atlântico Sul, entre a Namíbia e a República Democrática do Congo

Coordenadas : 12º 30' S, 18º 30' E

Referência Geográfica : África

Área

  • total - 1 246 700 km²
  • terra - 1 246 700 km²
  • total - 5 198 km

Países fronteiriços

  • República Democrática do Congo - 2 511 km (dos quais 220 km são fronteira com a província de Cabinda)
  • Namíbia - 1 376 km
  • Zâmbia - 1 110 km
  • Congo - 2 099 km

Costa - 1 600 km

  • Norte: ponto sem nome na fronteira com a República do Congo (a norte da localidade de Caio Bemba, província de Cabinda)
  • Norte (sem contar com Cabinda): ponto na fronteira com a República Democrática do Congo a noroeste da localidade de Luvo, província do Zaire
  • Este: secção de rio na fronteira com a Zâmbia (a norte da localidade de Sapeta na Zâmbia), província do Moxico
  • Sul: ponto do rio Cunene na fronteira com a Namíbia (imediatamente a norte da localidade de Andara, Caprivi, Namíbia), província do Cuando Cubango
  • Oeste: ilha da Baía dos Tigres, província do Namibe
  • Oeste (continental): península a oeste de Tombua (Porto Alexandre), província do Namibe

Relevo Angola é atravessada por importantes rios que descem do interior em vales profundos, alargando-se depois nas proximidades do oceano, formando baías e portos naturais, como os de Luanda, Lobito e Namibe. A configuração hidrográfica de Angola está intimamente ligada ao seu relevo. Os rios têm origem nas zonas montanhosas e planálticas do interior e correm para as regiões mais baixas. Na sua maioria, os leitos são irregulares — não faltando as quedas de água, as cachoeiras e os rápidos — apresentando margens mais largas nas zonas costeiras.

Relevo De entre os principais rios angolanos, existem quatro vertentes distintas de escoamento das águas:

Rios que correm para Oeste, em direcção ao Oceano Atlântico:
  • . Chiluango
  • . Zaire ou Congo
  • . Mbridge
  • . Loge
  • . Dande
  • . Bengo
  • . Cuanza
    • . Luando
    • . Lucala
  • . Longa
  • . Queve ou Cuvo
  • . Cambongo-Negunza
  • . Catumbela
  • . Coporolo
  • . Giraul
  • . Bero
  • . Coroca
  • . Cunene
Rios que correm para Norte, em direcção ao Zaire:
  • . Zadi
  • . Cuango
  • . Cassai
    • . Cuilo
    • . Cambo
    • . Lui
    • . Cambo
    • . Tchicapa
    • . Luachimo
    • . Luembe

Rios que correm para Leste de Angola, como afluentes do Zambeze:
  • . Luena
  • . Lungué Bungo
  • . Luanguimba
  • . Cuando
    • . Utembo
    • . Luiana

Rios que correm para Sul, para o Calaari:
  • . Cubango
    • . Cuebe
    • . Cuchi
    • . Cuito

As principais bacias hidrográficas são (de Norte para Sul e de Oeste para Leste) as dos rios Zaire, Mbridge, Cuanza (a maior), Queve, Cunene e Cuando.
O principal lago existente em território angolano é o lago Dilolo, seguido das lagoas do Panguila e da Muxima. O maior (cerca de 1000 km de extensão) e mais navegável rio de Angola é o Cuanza.
Existem várias queda de água e rápidos em rios como Mbridge, Cambambe, Cuanza, Ruacaná, destacando-se as grandes Quedas do Calandula, com mais de 100 metros de altura no Lucala, afluente do Cuanza.

Reivindicações marítimas
• zona contígua - 24 milhas náuticas
• zona económica exclusiva - 200 milhas náuticas
• águas territoriais - 12 milhas náuticas

Personalidades

1922 - As cinco horas do dia dezassete de Setembro nasce Agostinho Neto em Kaxicane, freguesia de S. José, conselho de Icolo e Bengo, Distrito de Luanda, filho de Agostinho Neto, catequista de Missão americana em Luanda, sendo mais tarde pastor e professor nos Dembos, e de Maria d Silva Neto, professora.
1934 - A dez de Junho obtém o certificado da escola primária, que frequentou em Luanda.
1937 - Os seus pais mudam-se para Luanda, onde Agostinho Neto prossegue os seus estudos secundários no Liceu Salvador Correia.
1944 - Completa o 7º ano dos Liceus, obtido no Liceu Salvador Correia, de Luanda.
-Sendo funcionário dos serviços de saúde deixa Angola e embarca para Portugal, a fim de frequentar a Faculdade de Medicina de Coimbra.
-Integra-se e participa nas actividades sociais, politicas e culturais da secção de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império, com sede em Lisboa, que esteve sob o regime compulsivo de “direcção administrativa” (nomeada pelo Governo) desde 1951 até 1957.
1947 - Surge o grupo que actua sob o lema “vamos Descobrir Angola”, que dá origem ao Movimento dos Jovens Intelectuais de Angola de que Agostinho Neto foi elemento integrante, embora vivendo em Portugal.
1948 - É concedida a Agostinho Neto uma bolsa de estudos pelos Metodistas americanos.
- Transfere a sua matrícula para a Faculdade de Medicina de Lisboa, cidade onde passa a residir e onde continua a sua actividade cultural e politica no seio da Casa dos Estudantes do Império.
- Funda em Coimbra, com Lúcio Lara e Orlando de Albuquerque a revista Momento, na qual colabora.
1950 - Publicação em Luanda, da revista Mensagem, órgão da Associação dos Naturais de Angola, de que se publicaram 4 números (2 cadernos, sendo o ultimo em 1952, no qual Agostinho Neto colabora).
- Preso pela PIDE, em Lisboa, quando recolhia assinaturas para a conferência Mundial da Paz de Estocolmo ficando encarcerado durante três meses.
- Em Lisboa, Agostinho neto, de parceria com Amilcar Cabral, Mário de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro fundam, clandestinamente o Centro de estudos Africanos, que tinham finalidades culturais e políticas orientadas para a afirmação da nacionalidade africana.
1951 - Representante da Juventude das colónias portuguesas junto do MUD - Juvenil (Movimento de unidade democrática - Juvenil) português.
- Novamente preso pela PIDE, em Lisboa,
1951 - As autoridades policiais acabam com o centro de Estudos Africanos, fundado no ano anterior.
- Em Lisboa, “com trabalhadores marítimos angolanos funda o Club Marítimo Africano, correia de transmissão entre os patriotas angolanos que se encontravam em Portugal e os que, em Angola, preparavam os Alicerces do movimento de libertação”.
1955 - Preso no mês de Fevereiro e, posteriormente, condenado a dezoito meses de prisão.
1956 - Uma petição internacional circula nos meios intelectuais a pedir a sua libertação que, em França é assinada por nomes altamente prestigiados, como aragon, Simone de Beauvoir, François Mariac, Jean-paul Sartre e o poeta cubano Nicolás Guillén.
-Em Setembro realiza-se em paris o 1º congresso de escritores e Artistas Negros, no qual participaram escritores das colónias portuguesas, tais com Marcelino dos Santos, e onde foi lamentada a ausência de Agostinho Neto.
- A 10 de Dezembro funda-se o MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola, a partir da fusão de vários movimentos patrióticos, encontrando-se Agostinho neto, nessa data, nas prisões de Lisboa.
1957 - Solto das prisões da PIDE no mês de Julho.
1958 - A 27 de Outubro é licenciado em medicina pela Universidade de Lisboa e no mesmo dia casa com Maria Eugenia Neto.
-Toma parte na fundação do Movimento Anticolonialista (MAC). Que congregava patriotas das diversas colónias portuguesas para uma acção revolucionária conjunta nas cinco colónias portuguesas: Angola, Guine, Cabo Verde, Moçambique, S. Tomé e Príncipe.
1959 - A 29 de Março, em Luanda, efectuam-se prisões massivas de nacionalistas proeminentes e assiste-se a uma escalada de terror policial.

- Em Julho irrompe novas escaladas de terror, mais prisões massivas e sequentes julgamentos em que são aplicadas penas severas aos militantes do MPLA.
- Nasce em Lisboa, o seu primeiro filho, Mário Jorge Neto aos 9/11/58
- A 22 de Dezembro, de 1959 acompanhado da mulher e do filho Mário Jorge, de tenra idade, deixa Lisboa regressando a Luanda, onde abre um consultório médico.
- Agostinho neto ocupa a chefia do MPLA, em território angolano.
1960 - Eleito Presidente Honorário do MPLA.
- 8 De Junho de 1960 é preso em Luanda. As manifestações de solidariedade diante do seu consultório médico e na sua aldeia são esmagadas pela polícia. Transita para cadeia do Algarve em Portugal, Pouco depois é deportado para o arquipélago de Cabo Verde, ficando instalado na Vila de Ponta do Sol, ilha de Santo Antão; depois transita para Santiago até Outubro de 1962.
1961 - A 4 de Fevereiro é desencadeada a luta armada pelo MPLA, com assalto as cadeias de Luanda, seguindo-se uma forte repressão.
- A 5 de Fevereiro realiza-se o funeral dos policias mortos durante os ataques as prisões de Luanda e urdem-se pretextos para um massacre sobre os patriotas angolanos.
- Agostinho Neto é preso na cidade da Praia, ilha de Santiago, Cabo verde e é transferido para as prisões do Aljube, em Lisboa, onde deu entrada a 17 de Outubro de 1962.
1961 - Campanha internacional em prol da libertação de Agostinho Neto. A revista Présence Africaine dedica um número especial a Angola e condena severamente as autoridades fascistas portuguesas, expondo o receio pela vida dos prisioneiros, incluindo Agostinho neto, formulando um apelo universal contra os torturadores da PIDE.
- The Times publica manifestações de protesto contra a prisão de Agostinho Neto, assinadas por figuras de mais elevada craveira intelectual, como o historiador Basil Davidson; os romancistas – Day Lewis, Doris Lessing, Iris Murdoch, angus Wilson, Alan Silitoe; o poeta Jonh wain; o crítico de teatro inglês Kermeth Tynan; os dramaturgos jonh Osborne e Arnold Wesker.
- A propósito da resposta inaceitável por parte das entidades portuguesas à denúncia feita por aqueles intelectuais, estes desencadeiam novo e veemente protesto.
- A peguin Books edita o livro Persecution 1961, da autoria de Peter Benenson, denunciado a situação de nove prisioneiros políticos, entre eles Agostinho Neto, através de artigos para a Imprensa e em carta para a embaixada de Portugal, solicitando os cuidados urgentes, para melhorar a situação de saúde de Agostinho Neto, que se temia pudesse tuberculizar.
- Fica preso nas prisões do Aljube, em Lisboa, até Março de 1963.
- Solto das prisões, em Lisboa, com residência fixa na capital portuguesa. Em Junho de 1963 vade-se de Portugal com sua mulher Maria Eugenia Neto e os filhos, Mário Jorge e Irene Alexandra, chegando a Léopoldville (Kinshasa), onde o MPLA tinha a sua sede Exterior.
- Eleito presidente do MPLA durante a Conferência Nacional do Movimento.
1963 - O MPLA instala-se em Brazaville em consequência da sua expulsão do Congo (R. do Zaire) que passou a dar o apoio total a FNLA.

- Abertura de uma frente em Cabinda – a Segunda Região politica - Militar.
1966 - Abertura de nova frente no Leste de Angola - a Terceira Região
1968 - Transfere a sua família para Dar-es-Salaam onde continuará até 1975.
1970 - Galardoado com o prémio Lotus, atribuído pela 4ª Conferência dos Escritores afro-asiático.
1974 - A guerra nas colónias, componente determinante, conduz a Revolução dos Capitães, em Portugal, a 25 de Abril.
- Apenas em Outubro o novo regime português reconhece o direito das colónias a independência, após que o MPLA assina o cessar-fogo.
1975 - Em 4 de Fevereiro regressa a Luanda.
- Está presente no encontro de Alvor, em Portugal, onde é acordado estabelecer um “governo de transição” que inclui o MPLA, Portugal, FNLA e UNITA.
- È recebido pela associação Portuguesa de Escritores, na sua sede em Lisboa, que assim o quis homenagear, sendo presidente José Gomes Ferreira e vice-presidente Manuel Ferreira. Acompanhado de sua mulher, Agostinho Neto agradece as saudações que lhe foram dirigidas por José Gomes Ferreira, e apela para que os escritores portugueses continuem fiéis e interessados no processo revolucionário angolano.
- Em Março, a FNLA declara guerra ao MPLA e inicia o massacre da população de Luanda. Agostinho Neto lidera a resistência popular e apela a mobilização geral do povo para se opor à invasão do pais por forças estrangeiras, pelo Norte e pelo Sul, que procuram impedir o MPLA de proclamar a independência.
1975 - A 11 de Novembro é proclamado seu presidente, continuando Comandante-em-Chefe das forças Armadas Populares de Libertação de Angola e Presidente do MPLA.
- Membro fundador da União dos Escritores Angolanos, criada em 10 de Dezembro de 1975.
- Foi o primeiro Reitor da universidade Agostinho neto.
- Presidente da Assembleia Geral da União dos Escritores Angolanos, cargo que desempenhou até a data do seu falecimento.
- Reconhecimento da República popular de Angola por mais de uma centena de países.
1976 - O exército invasor Sul-Africano é expulso de Angola a 27 de Março.
1977 - Em 10 de Dezembro cria o MPLA – Partido do Trabalho
1979 - Preside à cerimónia do encerramento da 6ª Conferência dos Escritores Afro – Asiáticos, realizada de 26 de Junho a 3 de Julho, proferindo o discurso de encerramento.
- A 10 de Setembro, Agostinho Neto falece em Moscovo.

Obra literária
Poesia
• 1957 - Quatro Poemas de Agostinho Neto, Póvoa do Varzim, e.a.
• 1961 - Poemas, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império
• 1974 - Sagrada Esperança, Lisboa, Sá da Costa (inclui poemas dos dois primeiros livros)
• 1982 - A Renúncia Impossível, Luanda, INALD


Política
• 1974 - Quem é o inimigo… qual é o nosso objectivo?
• 1976 - Destruir o velho para construir o novo
• 1980 - Ainda o meu sonho
• Caminho do mato